segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Anne Frank


Entre tantas coisas a falar, escolhi hoje escrever sobre um livro o qual acabei de ler recentemente e que foi uma experiência única. Este livro chama-se "O diário de Anne Frank".Acredito que muitas pessoas não só já tenham ouvido falar desse livro, como também lido.
Anne Frank nasceu em 1929 na Alemanha, filha de um banqueiro e uma dona de casa, ambos de origem judia.Anne aos quatro anos de idade foi obrigada a sair do país, com a chegada de Hitler no poder, mudando-se para Amsterdã.Encontrando inicialmente uma vida tranquila, só que em 1942 a perseguição ao judeus deflagrou-se também na Holanda.Dessa forma, os pais de Anne juntaram-se com alguns amigos e decidiram se esconder dos invasores alemães.Aos treze anos, ela ganha de presente um diário e o chama de "Kitty", onde começa a relatar os acontecimentos de sua vida.
A princípio, ela age como qualquer garota de sua respectiva idade, fala sobre futilidades, amizades, sua relação com a irmã, discussões corriqueiras com a mãe, entre outros.No entanto, as coisas tornam-se diferentes quando ela se muda para o esconderijo, chamado pelos moradores de "Anexo Secreto"."Kitty" ,então, torna-se seu único instrumento de liberdade - e não só, já que o papel é sempre mais paciente que a pessoas, não é verdade?- e nele descreve as transformações de cada um que no anexo residia com suas respectivas angustias.Ela destaca sentimentos- os quais oscilam como ela mesma dizia "Himmelhoch jauchzend, zu tode betrübt" que quer dizer "No topo do mundo, ou nas profundezas do desespero"-, aflições, o fato de conviver com pessoas nem sempre agradáveis- mais um trecho que me chamou atenção "Você só conhece uma pessoa depois de uma briga.Só, então, é possível julgar o seu caráter!", um comentário bastante perspicaz não é mesmo?-,o fato de não querer compartilhar o seus problemas com outras pessoas - é aí que ela escreve "tento rir porque não quero que vejam meus problemas", quantas vezes você não já fez isso? - esperança, fé, sexualidade, amor e pequenas alegrias de uma vida incomum.
Anne tinha uma mentalidade forte e difícil de lhe dar, - Aqui vai um trecho,"Sábado, 30 de Janeiro de 1943, Quando falo, todo mundo acha que estou querendo aparecer, que sou ridícula quando estou quieta, insolente quando respondo, inteligente quando tenho uma boa ideia, preguiçosa quando estou cansada, egoísta quando como um pouco mais que deveria, imbecil, covarde, calculista e outros adjetivos" -tem crises temperamentais e existenciais - e quem não já teve a sua?-, mas cresce, admite seus erros, seu temperamento difícil e amadurece.Ela tem saudades do passado, do tempo anterior a vida no esconderijo, tem o desejo de liberdade, de fazer coisas como andar de bicicleta e de passear ao ar livre - ela admirava muito a natureza, a lua, o céu, a brisa sempre que podia - e de estar com os amigos.
O diário de Anne Frank é mais que um livro.É uma lição de vida, um relato emocionante de um dos períodos mais tristes e degradantes da história da humanidade.Um documento que faz o leitor sofrer e torcer junto com os "personagens" e perceber o quão difícil foram àqueles tempos.É uma obra que deveria ser lida por todos, para que a humanidade jamais se esqueça da brutalidade e crueldade cometida e propagada pelo nazismo e para que um episódio como esse não se repita na história e que outros diários como este não seja escrito.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carnaval!


Entre todos os carnavais, salvador, rio, etc, temos
o carnaval de Olinda sendo um dos mais famosos do Brasil.Acredito que podemos afirmar, sem medo de errar, que o carnaval de Olinda é uma dos mais populares de todo o país, no sentido de que os festejos são protagonizados pelo povo!Não temos trios elétricos, não há sambódromos, a animação e o ritmo fica por conta dos populares, que foram grupos de todos os tipos, com vários instrumentos e tocando o que desejarem!Não temos propriamente dito, uma programação, temos um dia pra começar e outro para acabar, há blocos que saem até tarde da noite e outro que saem logo de manhã!Então se deseja festejar, este é o lugar!Não tem horário fixo, basta ter a vontade!


Foi em !977 que o carnaval de olinda assumiu esse caráter eminentemente popular que o caracteriza hoje.Nesse ano foram abolidos da folia a passarela, a comissão julgadora e o palanque das autoridades, elementos considerados cerceadores de plena participação popular, que lhe garantiu o título, ao passar do tempo, de "Carnaval da Participação".Sendo simplesmente assim, não tendo idade para restringir o "foliante", desde crianças, até mesmo as de colo, até a terceira idade curtindo sem medo de se divertir.E uma das coisas que mais me fascina é a pluralidade das pessoas que frequentam, de todas as classes sociais, de todas as raças, de todos os países.Sendo assim mais um momento que vejo que apesar das diferenças somos todos iguais, mas eu divago...

Como não há censura de nenhum tipo, as sátiras políticas são absolutamente normais no carnaval de Olinda. As sátiras se concretizam tanto na forma de marchas, como na forma de bonecos e fantasias. Os tradicionais bonecos gigantes que capitaneiam vários blocos são, por si só, obras artísticas admiráveis. O carnaval de Olinda ostenta dezenas de bonecos gigantes, sendo o mais conhecido deles o Homem da Meia-Noite, que está nas ruas desde 1932 e é responsável por dar início, oficialmente, a zero hora do sábado de Zé Pereira, ao carnaval olindense; acompanhando os bonecos, escuta-se uma variedade de ritmos, com desfiles de afoxés, escolas de samba, caboclinhos e maracatus.Com isso, bata nos divertimos!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Coco avant Chanel

Nós falamos de pessoas que querem inventar-se.Isso pressupõe que ele saibam o que querem inventar, ou não?Pessoas que tenha a capacidade de mudar e, ainda assim, não perder a sua personalidade.É desse modo que faço uma referência a "Coco antes de Chanel", que começa com uma pequena menina órfã chamada Gabrielle.A qual vê-se crescendo numa casa de dança, prostituição e acaba se tornando uma amante.Durante muito tempo atrás das nuvens de seus cigarros enxerga o mundo com um realismo implacável e obstinada.Ela não se abala para se otrnar uma ícone de moda do século XX.Começa fazendo uns chapéus aqui, economizando um pouco dali e se esforçando a melhorar a cada passo para que um dia alcance a ter dinheiro e independência.

Audrey Tautou como uma excelente atriz, evita qualquer esforço para tornar Chanel agradável,suave ou particularmente simpática.Coco acaba por mudar completamente o excesso visual das mulheres, mas não com a intenção de criá-los para fora do idealismo, mas simplesmente porque refletem diretamente na sua personalidade inalterável.Não só vestir mulheres com a camisas de marinheiros, apenas por vestir, mas porque gosta de vesti-las também.Um filme que parece menos uma cinebiografia e mais com um drama, não sendo sobre riquezas e sim pela sobrevivência do mais apto.Uma trama que envolve status, dinheiro, sexo, romance e capitalismo.Coco teve poucos relacionamentos, porém nunca quis se casar.Uma mulher a frente do seu tempo?De que tempo? o de hoje?Uma mulher que trabalhou duro até um domingo de 1971, no qual faleceu.Ela teve sim uma visão original de moda, embora tenhamos a sensação de que ela dependeu dela para seu sucesso.Ela via a moda como um trabalho, não como uma vocação ou uma profissão.Será possível isso hoje, não só na moda, mas com outras atividades?Até que o filme perde um pouco de seu fascínio quando coco finalmente engrena na sua carreira.É neste momento em que vemos uma expressão que Audrey Tautou resume perfeitamente a história do filme.Uma vida com tanta luta para uma recompensa a sua altura?




quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

É demais?

Ser fecundado, ser gerado, nascer, aprender a ler, aprender a falar, aprender a andar, aprender a ler. Ser criança, ser adolescente, ser adulto... Crescer!Mas crescer em que sentido?Existe uma idade certa?Há fatos com que te faça, realmente, amadurecer mais cedo?Estudar, passar no vestibular, entrar numa faculdade, saber o que realmente quer de sua vida, pensar...Vale a pena entrar em uma universidade cuja qual você não goste tanto assim?E se os fatos implicassem com que você, praticamente, não tivesse outra opção?Ser um bom profissional, casar-se, ter filhos.Saber tudo o que acontece no mundo.Como saber processar tantas informações em um intervalo de tempo tão curto?Como a gente sabe quanto é demais?Muita coisa cedo demais?Obrigações, responsabilidades demais?Diversão demais?Problemas demais?E, finalmente, quando é que tudo é demais pra se aguentar?

domingo, 17 de janeiro de 2010

"The game is afoot!"

Depois de um longo hiato neste blog, decidi voltar hj e nada melhor do que comentar sobre filmes.Sendo o alvo desta vez Sherlock Holmes o qual conferi ontem no cinema.Se você ainda não conferiu, nem ao menos o trailer, pode ver aqui.


Existe um momento em que Robert Downey, o famoso detetive faz uma pausa de caçar vilões, percorrer becos (quase como vemos em "Harry Potter"), resolver rixas para simplesmente, sentar em um restaurante e só... relaxar!


Exceto que para Holmes, retratado pela maioria cinética dos atores não pode parar.Para ele, o mundo não pára de sussurrar pistas, exceto quando ele quer. Holmes ouve barulhos de copos, conversas, anúncios de jornais, costumes culinários, vê quem está parado e onde.Downey fecha os olhos e, sem fazer nada, vira o dono do lugar.


Embora que o filme seja ambientado em Londres do século dezenove, as cenas ficaram escuras demais.O filme aparenta um pouco monótono no começo, quase nada que o cative na primeira hora, mas com o passar da trama , vamos vendo uma quebra de tal, exercida não só pelo próprio Holmes, como seu parceiro Dr. John Watson(Jude Law).Temos também o possível affair do detetive no passado, Irene Adler(Rachel Mcadams) e junto com isso, vão surgindo cenas que, aos poucos, vão te cativando, assim como a do circo popular e depois a do frigorífico.Até que Sherlock vai desvendando o mistério do sistema fraudulento de magia negra do Lord Blackwood (Mark Strong).

Agora, resta-me uma pergunta, será que de acordo com aquele final sairá uma série à lá "Harry Potter" ou até mesmo "007"? ou ao menos um segundo filme?Temos por enquanto só nos EUA uma bilheteria com cerca de US$ 170 milhões, já será o suficiente para que tenhamos uma continuação?Como diria o próprio Holmes, "The game is afoot!".

domingo, 9 de agosto de 2009

A Outra


Hoje, assisti o filme “A Outra”, lançado no ano passado, tive muita vontade de assisti-lo no cinema, entretanto, nunca é como nós queremos, não é? E mais uma vez a falta de tempo acaba vencendo. Logo, o tempo foi passando, até que finalmente tive a oportunidade de assistir. Então, agora, vou comentar um pouco sobre ele.
Há dezenas de filmes sobre o Rei Henrique Tudor e suas esposas na história do cinema.É um dos mais sobrecarregados históricos de todos os indivíduos (só no ano passado tivemos uma temporada da série Showtime "The Tudors"). Há realmente um lugar para outro?
Sim, é o que “A Outra” nos diz. Não só pelo visual épico, como também uma absorção emocionante de drama fantasia que funciona como um romance histórico, uma tragédia familiar e uma vitrine para atores como Natalie Portman e Sacarlett Johansson, que fazem os papeis de Ana e Maria respectivamente.
Quando o casamento entre o rei e Catarina de Aragão vai azedo, o ambicioso Sr. Thomas Boleyn vê uma oportunidade de aumentar o status de sua família e resolve oferecer sua filha mais velha para o rei.Maria conquista o rei e acaba por dar-lhe um filho ilegítimo.A partir daí começa a disputa entre as irmãs.Ana, entretanto, não desiste do seu intento, buscando de todas as formas passar para trás tanto sua irmão quanto a rainha. Como Henry se torna cada vez mais obcecado com o assunto Ana acaba empurrando a Inglaterra em uma crise nacional e religiosa. Sendo assim, uma trama não cansativa e muito boa de ser assistida, recomendo!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Dúvida.

Você passaria o resto de sua vida com uma pessoa incapaz de entender uma metáfora e que só fala por meio de insinuações?